Autobiografia de Helenice Durães Pacheco – Lembranças da infância.
Eu, Helenice Durães Pacheco, nascida aos 28 de dezembro de 1962, na Fazenda Antunes a uns 3 km da vila de Santo Inácio - município de Gentio do Ouro- Bahia, filha de Antonio Durães Martins e Julia Rosa de Jesus (ambos em memória). Aos seis anos de idade, meu pai, sem nunca ter ido a uma capital, foi a São Paulo e levou-me consigo para fazer companhia a minha irmã que já residia na lá. Lembro-me que foi uma viagem muito conturbada, com muitas dificuldades devido à inexperiência dele em cidade grande. Ele retornou em seguida, e eu fiquei para iniciar uma nova fase de vida na escola.
Passei apenas seis anos na grande cidade por não me adaptar com o clima, retornando à roça aos 12 anos de idade. Logo em seguida, iniciei os estudos na vila de Santo Inácio, com muita coragem e determinação, ia estrada adentro, a pé e sozinha em busca de conhecimentos...
Meus pais com a profissão de lavrador e garimpeiro se esforçavam para não faltar o pão aos seis filhos e a mim para não faltar à escola. Desde pequena, já despertava grande interesse pelos estudos. Como estudiosa, morando na roça com meus pais, fazia a trajetória de 6 km diários para estudar sem companhia alguma, cheguei até a oitava série. Nos finais de semana e nos feriados, meu hobe era trabalhar nos garimpos, e praticar a pescaria para ajudar meus pais e colhia frutas. Fui uma aluna muito esforçada, em casa, estudava a noite à base da luz do candeeiro ou lampião assim chamado.
Casei-me aos vinte e um anos, em 1983, com o jovem Ruidivaldo Leite Pacheco, o mesmo sendo filho de Santo Inácio, passamos a morar na cidade de Ipupiara por dois anos quando retornamos para residir em Gentio do Ouro. Conclui o antigo magistério em 1986. Em 1987 minha maior tristeza, foi a perda da minha mãe. Em 1988, recebi convite para lecionar na vila de Santo Inácio, retornando para lá, deixando em Gentio, minha primeira filha de cinco anos e indo grávida do segundo filho. Assumir a 4ª série primária e várias aulas no colégio Diamantino.
Com o passar do tempo, aprimorei-me em aulas particular, lecionando para várias turmas. Em 2002, final de janeiro, fui aprovada no concurso público para professor de nível I, nesse mesmo ano, no mês de maio meu pai veio a falecer e em 2005 perdi uma irmã, com problemas de saúde.
Em 2008, surge a FTC- Faculdade de Tecnologia e Ciências (EAD) onde abracei com todo ímpeto e desejo para uma nova formação. Finalmente meus sonhos estariam quase realizados, escolhi o curso de Licenciatura Letras Português/Inglês primeiro, por ser da minha área, por eu ter aptidão e o prazer em lecionar as disciplinas. A opção pela modalidade EAD-Ensino a Distância, foi simplesmente pela falta de curso na cidade, por não ter nenhuma condição de se deslocar para outras cidades, mais próxima, onde houvesse o curso presencial.
As vantagens foi o acesso mais próximo da minha residência e trabalho, a realização dos trabalhos com os colegas da mesma cidade e a troca de experiências. As desvantagens da graduação a distancia sempre foi a falta do orientador presencial, a burocracia por parte da equipe da FTC de Salvador, que deixam muitos problemas a desejar. Quanto à experiência de aprendizagem na Lingua Inglesa, foi razoável, mas, deveria ter sido melhor; ora pela falta do módulo impresso, ora pelo tempo das aulas de vídeo streaming muito resumido.
Na minha visão, o futuro é “hoje”, mas se assim o tê-lo, continuarei os estudos em Lingua Inglesa, para possível intercâmbio com outros países, desenvolverei projetos de trabalho nesses países, farei mestrado, doutorado em L2, e buscarei a formação em Teologia para a obra missionária.
REFERÊNCIA:
http://www.indiana.edu/~wts/pamphlets/paragraphs.shtml
http://www.portuguesedictionary.net/en-pt/indented.htm
http://www.ectaco.co.uk/English-Portuguese-Dictionary/







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